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Por aqui vamos “postando” notícias  que estejam relacionadas com variáveis escolhidas e não só =)

Intimidação pode deixar marcas para toda a vida

Na notícia de Fernando Basto, consta essencialmente o que dois professores pensam e opinam sobre o bullying, referindo as características, os contextos em que normalmente se dão, alarmando-nos para situações que ainda não são bullying, mas que se não forem detectadas pode resultar nisso mesmo e os resultados, consequências que uma criança que sofre este tipo de abuso pode resultar.

2005-12-04

Fernando Basto

“É um icebergue do qual mal se conhece a ponta”. É assim que Alexandre Ventura, professor do Departamento de Ciências da Educação da Universidade de Aveiro, classifica as formas de intimidação, conhecidas pela designação inglesa “bullying”. No seu entender, trata-se de um fenómeno muito mais preocupante do que a indisciplina e a violência em ambiente escolar.

Para realçar a dimensão do fenómeno, Alexandre Ventura sugere que se pense apenas nesta realidade todos os dias em que há aulas, muitos milhares de crianças são vítimas de qualquer tipo de intimidação, que pode envolver violência verbal e física.

“No bullying, existe sempre uma relação desigual de poder entre agressor e a sua vítima, normalmente o agressor é mais velho e mais pujante e pode actuar em grupo”, explicou.

Por seu turno, Beatriz Pereira, professora do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho, fez questão de realçar uma das características do “bullying” mais marcantes o prolongamento da intimidação no tempo.

“Ao contrário da violência ou da indisciplina escolar, que acontecem através de actos isolados no tempo, o “bullying” é caracterizado pela continuidade no tempo. É intimidação ou abuso de poder que se concretiza entre pares, ou seja, entre crianças e adolescentes”, explicou.

Beatriz Pereira destaca, de resto, o facto de, através do “bullying”, o agressor pretender intencionalmente provocar um mal-estar à vítima continuadamente e ao longo de um determinado tempo.

Roubos e insultos

O fenómeno em si não é novo. Na realidade, as formas de intimidação são as mais variadas roubar o telemóvel, dinheiro ou o lanche sob ameaça; insultar; chamar nomes depreciativos; chacotear constante por ser diferente ou por qualquer característica física ou ridicularizar perante os colegas e professores.

“Alguns destes comportamentos parecem inofensivos, mas na realidade não o são, pois podem castrar a liberdade de uma criança e marcar a personalidade de uma pessoa para a vida inteira”, frisou Alexandre Ventura. “Muitas vezes – continuou – a intimidação criada é vivida com muita amargura pela vítima, que se sente enxovalhada. E o pior é que a situação é vivida em silêncio e o indivíduo acaba por fechar o cofre e deitar fora a chave. Acaba vivendo o resto da vida marcado por aquela situação”.

Beatriz Pereira vai mais longe e recorda-se de um caso noticiado recentemente, em que um jovem, nos EUA, foi à escola munido de uma caçadeira e matou os colegas.

“O bullying gera um sofrimento enorme, continuado, vivido em silêncio, pois em 50% dos casos as vítimas nada dizem, nem aos professores, nem aos pais. E, dependendo da situação, a intimidação pode levar ao suicídio ou, como naquele caso, originar actos de loucura, dado que a vítima já não aguenta mais a agressão constante”, concluiu.

Fonte:http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=525362

 

Na Grã-Bretanha, 71% dos adolescentes britânicos admitiram que intimidaram ou agrediram seus colegas de classe, segundo uma pesquisa divulgada hoje, informou a agência Ansa.

No artigo que encontra-se posteriormente escrito, trata o facto de uma vítima de bullying pode tornar-se agressor e vice-versa, existindo vários factores, outros para além dos que encontram-se descritos e que impulsionam o bullying

25 de fevereiro de 2008 • 08h40 • atualizado às 08h40

De acordo com o estudo, realizado pela ONG Beatbullying junto a 3 mil estudantes do ensino médio britânico, 71% admitiram ter intimidado, molestado ou sido violentos com companheiros.

Para o grupo que conduziu a pesquisa, o relatório dá conta da gravidade do problema no país.

Já a associação dos professores do ensino médio disse não estar surpresa com os resultados, e afirmou que as escolas têm uma política de “tolerância zero” para com esses casos.

Entre as explicações dadas pelos adolescentes para sua conduta, a mais recorrente sustenta que se agissem de outro modo, eles é que seriam agredidos.

Apenas 25 disseram agir desse modo para ser popular. A pesquisa define a prática como “um ato perpetrado ao menos duas vezes por semana por um período de seis meses”.

Nesse sentido, a diretora-executiva da Beatbullying, Emma-Jane Cross, declarou que os números “demonstram que a maioria dos adolescentes britânicos é violenta na escola”.

“Na grande maioria dos casos, trata-se de abusos menores. O bom é que esses jovens podem mudar os hábitos, não estamos falando aqui de adolescentes com problemas graves de comportamento”, acrescentou.

Redação Terra
Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2595779-EI8266,00.html
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